Tuesday, April 26, 2005

CGTP "cuida da igualdade" IV Conferência sobre Ig...

CGTP "cuida da igualdade"


IV Conferência sobre
Igualdade entre Mulheres e Homens


Todos não somos demais. A igualdade não cai do céu, conquista-se.

Em 15-04-2004, a CGTP levou a cabo a IV Conferência sobre Igualdade entre Mulheres e Homens. Uma mulher, Graciete Cruz, a Coordenadora da Comissão Nacional das Mulheres da CGTP, inaugurou os trabalhos. Um homem, Manuel Carvalho da Silva, apresentou as Conclusões e escreveu no Diário de Notícias de hoje, o interessante artigo Mulheres e homens: cuidar da igualdade.

Uns & Outras recomenda vivamente a leitura atenta deste artigo. E a leitura do Projecto do plano de Acção para os próximos 4 anos aprovado nesta IV Conferência.

Trinta anos depois das primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte, dez anos depois da Conferência Mundial sobre a Mulher, em Pequim, e com quatro Conferências da CGTP, o resultado retratado por Carvalho da Silva mostra que a sociedade portuguesa tem caminhado a passo de lesma para a igualdade de géneros. E continua a milhas da paridade política.

Que têm feito os Partidos pela real igualdade? Como aplicam os Governos nacionais, regionais e locais portugueses - obra dos Partidos - o princípio do "gender mainstreaming"? Como cumpre a Assembleia da República a sua obrigação de velar pelo cumprimento da tarefa fundamental do Estado de promover a igualdade entre mulheres e homens?

Palavras ou "planos de acção" não bastam. Os homens e as mulheres que lutam pela igualdade querem acções concretas. Querem resultados. Exigem boas práticas. E rápida convergência para as sociedades em estádios mais avançados da igualdade e da paridade.

Friday, March 4, 2005

Mulheres portuguesas fora do PoderEspanha: 50% dos...

Mulheres portuguesas fora do Poder

Espanha: 50% dos ministros
Portugal: só 12,5% são mulheres

O tema da paridade esteve invisível na agenda política dos principais Partidos. Os estados-maiores partidários escolheram exclusivamente homens para candidatos a Primeiro-Ministro. E a questão da igualdade foi quase tabú, mesmo em entrevistas na TV que incluíam entrevistadores femininos.

Ao contrário do PS espanhol que fez a sua última campanha prometendo a paridade de homens e mulheres nos cargos de ministros e cumpriu a promessa, o PS português ficou-se por duas ministras num total de 16 ministros. Mudam-se os Governos, mas em Portugal o masculinato continua a açambarcar o poder.

Paridade à portguesa.

Num dos últimos outdoors antes das eleições, o triunfador José Sócrates aparece rodeado de mulheres que acreditavam certamente que a não discriminação das mulheres no acesso aos cargos políticos ia finalmente acontecer. Mas só dois ministérios irão ser tutelados por mulheres.

As mulheres portuguesas ainda acreditam que a paridade cairá por milagre.

Mas não é só nos ministérios que o homo lusitanus é rei. Também na Assembleia da República é escandalosa a dominação masculina.
O Bloco de Esquerda, com a paridade real, é a excepção que se aplaude.

Combata a discriminação.
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Wednesday, February 2, 2005

Debate elucidativo para as mulheresMedia e candida...

Debate elucidativo para as mulheres

Media e candidatos ignoram políticas

contra violência e discriminação das mulheres

Durante hora e meia os dois principais candidatos a primeiro-ministro para os próximos 4 anos explicaram as suas principais políticas. Preparararam-se durante dias e não se esqueceram de nehuma das mensagens que considerararam importantes transmitir aos eleitores e eleitoras.

Entre os entrevistadores, só um era mulher. Prepararam também com todo o cuidado as perguntas a que submeteram os debatentes, visando que os milhões de homens e mulheres que assistiram ao debate ficassem esclarecidos sobre quem escolher.

Nenhuma pergunta foi feita pelos entrevistadores nem nenhuma informação foi transmitida pelos candidatos sobre a política e estratégia da igualdade entre homens e mulheres, sobre a a luta contra todas as formas de discriminação e de violência sobre as mulheres. Nem sobre os mecanismos nacionais para a igualdade. Nem sobre a aplicação do princípio do "gender mainstreaming" e a aplicação de orçamentos organizados sob a óptica dos géneros.

Nenhuma referência sobre o cumprimento do Plano Nacional de Acção para a Igualdade. Nem sobre a estratégia da União Europeia para a igualdade e a luta contra a discrimininação e a iiolência sobre as mulheres.

Silêncio total sobre a forma, estratégia, mecanismos, orçamentos e objectivos para cumprir uma das tarefas fundamentais que a Constituição impõe desde 1997: a implementação da igualdade entre homens e mulheres.

Silêncio absoluto sobre a igualdade de acesso das mulheres à vida política, ao poder e à tomada de decisão.

Nada sobre a "capa de medo" que o insuspeito filósofo José Gil diz cobrir as mulheres de todos os estratos da nossa sociedade.

Basta de silêncio. Há dez anos que ocorreu a Conferência Mundial sobre as Mulheres em Pequim. As mulheres não podem tolerar por mais tempo esta androcracia do masculinato lusitano.

As mulheres saberão usar a arma do voto para lutar pelos seus direitos humanos.



Combata a discriminação e a violência.

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Tuesday, February 1, 2005

José Gil, filósofo e ensaísta um dos "25 grandes ...

José Gil, filósofo e ensaísta

um dos "25 grandes pensadores do mundo"

"A violência doméstica em Portugal

está a descobrir-se. Agora!"

Na interessante entrevista de Elisabete França do Diário de Notícias, o filósofo e ensaísta José Gil, autor de "Portugal Hoje - o Medo de Existir" faz afirmações que testemunham a situação da mulher, mais de um quarto de século sobre o derrube do velho Estado Novo.

Uns & Outras congratula-se com o justo reconhecimento internacional da alta craveira deste intelectual considerado pelo Nouvel Observateur, como um dos 25 maiores pensadores de todo o mundo que representam a consciência do tempo actual e são percursores do futuro. Com a devida vénia sintetiza, dois dos pensamentos do insigne filósofo. Começamos com este:

"Os 'brandos costumes' escondem hipocritamente a violência doméstica em relação às mulheres e crianças".

Quando Elisabete França pergunta a José Gil: "o medo que nos entravava no salazarismo entrava-nos, actualizado?", obtém esta resposta directa do filósofo atento ao mundo que o rodeia:

"No limite não se sente, mas indica-se a si próprio pela estereotipia dos comportamentos inibidos, a incapacidade que temos de enfrentar e dizer a verdade, as armadilhas duma superfície dita pública, onde é permitido discutir mas com delimitação invisível, cobrindo o que se diz por baixo. Por exemplo, a violência doméstica em Portugal está-se a descobrir. Agora!

Que capa de medo, privado e e atravessando todos os estratos sociais, cobriu as mulheres?"

Este é o retrato insuspeito e arrepiante da situação actual das mulheres no nosso país, tantos anos depois da Convenção Sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a Mulher e Convenção para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de o Estado Português ter sido obrigado constitucionalmente a ter entre as suas tartefas fundamentais o estabelecimento da igualdade ente homens e mulheres.

Porquê a persistência desta capa de medo a cobrir as mulheres de todos os estratos sociais?

Compete às ONGs militantes da igualdade, em particular às ONGs de mulheres, a urgente aplicação da estratégia que rasgue esta capa de medo e esta prática abusiva da violência doméstica, que ofende brutalmente os direitos humanos das mulheres.

A igualdade não cai do céu. Conquista-se.


Combata a discriminação e a violência.

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Sunday, January 23, 2005

Em "marcha silenciosa", eurodeputada espanhola in...

Em "marcha silenciosa", eurodeputada

espanhola insultada e agredida

Violência também atingiu

ministro da defesa espanhol

A eurodeputada Rosa Díez e o ministro Bono foram insultados e agredidos quando tomavam parte numa "marcha silenciosa" em Madrid convocada pela Associación de Víctimas de Madrid com o objectivo de pedir o cumprimento integral das penas aplicadas aos terroristas.

Foto de Victor Lerena /EFE

Uns & Outras condena toda a forma de violência, em particular sobre as mulheres.

E condena todas as ofensas ao direito de expressão e manifestação, quando levado a cabo no respeito pela lei.


Combata a violência.

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Saturday, January 22, 2005

Centenário da morte do pai do Zé PovinhoPara quan...

Centenário da morte

do pai do Zé Povinho

Para quando a Maria Povinha?

"A caricatura é uma arma terrível."

Mário Soares

Introdução ao livro "20 Anos de Democracia Satírica - Mário Soares Visto por Caricaturistas"

Uma implacável caricatura de Mestre Rafael Bordalo Pinheiro

O masculinato dominante diverte-se cravando o corpo de Zé Povinho com impostos, décima e outras "carícias" fraternais. Há mais de um século, quando da imortal criação de Bordalo, o Povo aguentava sobre a sua albarda a violência da exploração e da discriminação.

Com a reprodução desta caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro, na primeira página, o Diário de Notícias prestou um excelente serviço à comunidade.

Hoje os "mais iguais" lançam sobre a albarda do Povo uma carga de mais 48% sob a forma de impostos e alcavalas, além de uma montanha de arbítrio, corrupção, extorsão, desgoverno, desemprego, insegurança e outras zagaias que lhe trespassam a cabeça, o corpo, o coração e a carteira.

Uns & Outras espera que em breve @s artistas se inspirem no Mestre para lançar sobre os políticos do masculinato o ferro em brasa da caricatura da Maria Povinha. Explorada, oprimida, discriminada, sujeita ao desemprego, à sobrecarga do trabalho doméstico, à insegurança do emprego.

Combata a exploração a violência .

Lute contra a opressão das mulheres.

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