2005-08-16 18:34 Carlos Freitas
Violência e terror
nas estradas portuguesas
664 mortos
desde o início de 2005
Segundo comunicado da Direcção Geral de Viação, desde o início de 2005 até 14 de Agosto, já morreram nas estradas portuguesas, 664 pessoas.
Em média, morreu uma pessoa em cada oito horas, em acidentes de viação nas estradas nacionais. E quantos mais homens, mulheres e crianças ficaram incapacitadas, deficientes, para toda a vida?
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2005-08-10 23:47 Carlos Freitas
Sob o comando de uma mulher
A Humanidade continua
a aventura no Espaço.
Superioridade "natural"
do homem evapora-se.
A anterior viagem ao Espaço resultou na tragédia de Fevereiro de 2003, em que morreram os 7
tripulantes do Columbia.
A veterana astronauta Eileen Collins, com 49 anos, casada e mãe de uma filha, comandou o recomeço, com o shuttle Discovery, da aventura no Espaço e o prosseguimento da construção da Estação Espacial Internacional (ISS).
Em 1995, Eileen Collins foi a primeira mulher a pilotar o acoplamento de uma nave a uma estação espacial (a Mir russa). Em 1999 Eileen Collins liderou a tripulação do Columbia, com a missão de reparar o telescópio espacial Hubble. Eileen é astrónoma, piloto da Força Aérea e astronauta.
No já longínquo ano de 1978, a Nasa abriu o programa espacial às mulheres. Nesse mesmo ano, Eileen começou a carreira de piloto militar da Força Aérea dos EUA. Em Portugal, quase trinta anos passados, a mulher continua a ser abusiva e ilegalmente discriminada. No acesso ao poder, no emprego e na carreira profissional e em tantos outros domínios.
Eileen cumpriu com inexcedível eficiência a missão de coordenadora da solução dos graves problemas técnicos ocorridos também com o Discovery, tirando o máximo proveito do apoio da equipa da Nasa e da capacidade de todos os membros da tripulação.
O sucesso da missão comandada por Eileen Collins inicia uma nova era na exploração humana do Espaço, na qual se prevê o regresso dos humanos à Lua e vôos tripulados a Marte.
E vem provar uma vez mais que a "natural superioridade" do homem não passa de inaceitável tentativa dos que procuram eternizar a dominação da mulher. A peneira com que alguns pretendem tapar o sol da igualdade estava já toda esburacada. Eileen, agora, queimou-a definitivamente no fogo da Verdade.
Uns & Outras saúda e agradece a Eileen Collins ambos os sucessos. E espera que o homo lusitanus acabe imediatamente todas as formas de discriminação e de dominação da mulher, na política, no emprego, na carreira e na família.
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2005-08-05 00:23 Carlos Freitas
Luta contra a Violência
Teste os riscos de violência
por parte do seu parceiro.
Conheça as estratégias.
Entre as formas de aumentar a sua cultura e/ou a dos seus filhos e amigas sobre o risco de violência numa relação sentimental, contam-se: - Ver no post anterior deste blog como identificar e defender-se dos 8 principais tipos de homens com elevada probabilidade de exercerem violência física, emocional, sexual ou sob outras formas, sobre as parceiras de relação.
- Fazer o teste sobre riscos de violência baseado no teste usado pela National Domestic Violence Hotline (EUA). Tirar as conclusões e executar a estratégia adequada.
- Fazer o teste sobre violência psicológica por parte do parceiro sentimental.
- Fazer o teste sobre o assédio contido na página do nosso site "Violência: defenda-se do assédio".
- Consultar a vasta lista de links nacionais, brasileiros e internacionais, bem como outra informação contida na página do nosso site "Violência sobre a Mulher: o insuportável abuso".
- Obter mais informação/cultura sobre a violência de género, em particular através da consulta do nosso site Uns & Outras.
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2005-08-03 02:26 Carlos Freitas

Violência sobre mulheres
Aprenda a identificar os homens perigosos
antes de se envolver
Foi publicado no início de 2005 um livro útil para prevenir e ajudar a resolver relações em que a mulher corre risco de violência por parte do seu parceiro: How to Spot a Dangerous Man Before You Get Involved. Uns & Outras recomenda o seu estudo e discussão e o seu uso como auxiliar de educação e formação, para adolescentes e mulheres adultas.
Para aguçar o apetite, indicamos em seguida uma breve síntese da tipologia dos homens violentos e das estratégias para a sua detecção apontadas pela autora Sandra Brown.
OITO TIPOS DE HOMENS PERIGOSOS: detecte-os e defenda-se!
Antes de se envolver com um homem, procure descobrir se ele não pertencerá a um ou mais destes oito tipos de homens perigosos para a sua qualidade de vida ou para a sua própria vida.
- O adesivo permanente: É sensível, por vezes tímido e até gentil e, talvez como Você própria, ele também já foi ofendido ou vexado. É simpático, mas é também um poço sem fundo de carências e necessidades. Se Você tenta largá-lo - o que é difícil porque não quer ferir os sentimentos dele - ele grita, chora e ameaça causar dano a si próprio ou até suicidar-se.
Estratégia: Se suspeita que está perante um "adesivo", reduza a relação e observe como ele reage. Se ele perder o controlo emocional ou se comportar de forma estranha, acautele-se. - O que busca uma mãe: Não é um homem mas sim um adulto-criança, com problemas. Você tem que o acompanhar, tomar todas as decisões e alimentar-lhe o ego. A maior contribuição dele para a vida da família será brincar com as crianças.
Estratégia: Analise rapidamente como ele se comporta no trabalho e na vida diária. Um sintoma típico é obter sistematicamente resultados abaixo do que seria de esperar. - O homem emocionalmente indisponível: Felizmente ele pô-la-á rapidamente à beira de um ataque de nervos, quer seja casado, tenha namorada ou esteja tão obcecado com a carreira profissional ou com quaisquer hobbies que Você ficará sempre em último lugar. No começo, ele parece excitante, encantador e divertido, mas tal tipo de pessoa acaba por atirar mais mulheres para as consultas de psiquiatria do que todos os outros tipos.
Estratégia: Assim que concluir que ele é casado, acabe imediatamente a relação, para não prejudicar a sua integridade e paz de espírito. Se ele gasta todo o tempo com outros interesses, pergunte a si própria: onde está o interesse dele por mim? - O homem com vida clandestina: No momento em que vier a saber da vida clandestina dele e das suas aldrabices ou vícios secretos ou história criminal, provavelmente a sua relação com ele parecia estar perfeitamente bem. A maior parte destes vigaristas pertencem a mais de uma destas oito categorias de homens perigosos. Frequentemente têm vícios ou dependências, problemas de saúde mental, instintos predatórios e indisponibilidade emocional.
Estratégia: Seja curiosa, intrometida. Faça perguntas persistentes se desconfiar de alguma coisa. Estes homens têm sucesso principalmente com mulheres confiantes ou ingénuas, que não fazem perguntas. - O homem psiquicamente doente: Este é um assunto delicado, por causa do estigma que geralmente está ligado às doenças mentais. Muitos homens e mulheres fortes conseguem gerir bem a sua condição mental. Mas geralmente estas doenças são crónicas e podem implicar potencialmente diversos perigos, especialmente se a pessoa resiste ao tratamento.
Estratégia: Ganhe alguma cultura sobre doenças mentais. Sabia que depressões severas podem levar a acomportamentos psicóticos? Que pessoas à beira de desordens de personalidade são quem maior probabilidade tem de tentar o suicídio?Que certos doentes não medicamentados, quando estão numa fase maníaca têm grande risco de comportamento perigoso ou ilegal? - O adicto: Além dos viciados em drogas, álcool, jogo e sexo, este grupo inclui também pessoas com análogo comportamento como os maníacos do trabalho (workólicos). Todas as dependências têm forte impacto no estilo e forma de vida. Estima-se que cerca de 80% da violência doméstica ocorre quando os agressores estão sob a influência de drogas ou álcool.
Estratégia: Não tente curá-lo. Os ciclos de dependência podem durar anos e os adictos mudam frequentemente de uma dependência para outra. Analise a sua própria história familiar. Mulheres falham frequentemente na detecção de casos de dependência, porque cresceram em ambientes em que havia comportamentos de dependência, habituando-se a considerá-los normais. - O homem abusador ou violento: Não espere que estas características se manifestem nos primeiros encontros. Por vezes só se manifestam meses ou anos depois do início da relação. Começam a manifestar-se sob formas muito ligeiras, quase no limite de comportamento normal, que acabam por não ser detectadas. Estes homens têm problemas relativos ao poder e ao controlo e são incapazes de aceitar relações baseadas na igualdade. O abuso náo é só de naturteza física: pode ser emocional, verbal, espiritual, financeiro ou sexual. E tende sempre a agravar-se.
Estratégia: Corte a ligação logo quando do primeiro episódio e não volte atraz. Para se cerificar de que ele realmente pretende uma relação saudável, mantenha-se afastada e insista que ele consulte um especialista durante seis meses. Tome, por medida cautelar, atitude de análise de identidade e de comportamento, no caso de futuros encontros. - O predador emocional: Estes homens podem matar as vítimas. Têm um sexto sentido para detectar mulheres solitárias ou abandonadas, vulneráveis e gabam-se de detectar de imediato numa sala os melhores vítimas, muitas vezes pela forma de olhar ou pela linguagem corporal delas. Têm personalidades anti-sociais e, como os camaleões, logo adoptam a aparência do que eles pensam que Você anda à procura.
Estratégia: Não revele demasiado acerca de si própria quando conhece um homem. Faça-lhe perguntas sobre ele próprio, em vez de lhe deixar o campo liovre para ele detectar as pistas sobre o seu estado emocional ou psíquico. Como alguns dizem, "Procuro mulheres ingénuas que acreditem no que lhes conto, sem procurarem obter provas". Não seja um desses alvos dos predadores emocionais.
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2005-04-27 01:12 Carlos Freitas
CGTP "cuida da igualdade"
IV Conferência sobre
Igualdade entre Mulheres e Homens
Todos não somos demais. A igualdade não cai do céu, conquista-se.
Em 15-04-2004, a CGTP levou a cabo a IV Conferência sobre Igualdade entre Mulheres e Homens. Uma mulher, Graciete Cruz, a Coordenadora da Comissão Nacional das Mulheres da CGTP, inaugurou os trabalhos. Um homem, Manuel Carvalho da Silva, apresentou as Conclusões e escreveu no Diário de Notícias de hoje, o interessante artigo Mulheres e homens: cuidar da igualdade.
Uns & Outras recomenda vivamente a leitura atenta deste artigo. E a leitura do Projecto do plano de Acção para os próximos 4 anos aprovado nesta IV Conferência.
Trinta anos depois das primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte, dez anos depois da Conferência Mundial sobre a Mulher, em Pequim, e com quatro Conferências da CGTP, o resultado retratado por Carvalho da Silva mostra que a sociedade portuguesa tem caminhado a passo de lesma para a igualdade de géneros. E continua a milhas da paridade política.
Que têm feito os Partidos pela real igualdade? Como aplicam os Governos nacionais, regionais e locais portugueses - obra dos Partidos - o princípio do "gender mainstreaming"? Como cumpre a Assembleia da República a sua obrigação de velar pelo cumprimento da tarefa fundamental do Estado de promover a igualdade entre mulheres e homens?
Palavras ou "planos de acção" não bastam. Os homens e as mulheres que lutam pela igualdade querem acções concretas. Querem resultados. Exigem boas práticas. E rápida convergência para as sociedades em estádios mais avançados da igualdade e da paridade.
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2005-03-05 02:13 Carlos Freitas
Mulheres portuguesas fora do Poder
Espanha: 50% dos ministros
Portugal: só 12,5% são mulheres
O tema da paridade esteve invisível na agenda política dos principais Partidos. Os estados-maiores partidários escolheram exclusivamente homens para candidatos a Primeiro-Ministro. E a questão da igualdade foi quase tabú, mesmo em entrevistas na TV que incluíam entrevistadores femininos.
Ao contrário do PS espanhol que fez a sua última campanha prometendo a paridade de homens e mulheres nos cargos de ministros e cumpriu a promessa, o PS português ficou-se por duas ministras num total de 16 ministros. Mudam-se os Governos, mas em Portugal o masculinato continua a açambarcar o poder.

Num dos últimos outdoors antes das eleições, o triunfador José Sócrates aparece rodeado de mulheres que acreditavam certamente que a não discriminação das mulheres no acesso aos cargos políticos ia finalmente acontecer. Mas só dois ministérios irão ser tutelados por mulheres.
As mulheres portuguesas ainda acreditam que a paridade cairá por milagre.
Mas não é só nos ministérios que o homo lusitanus é rei. Também na Assembleia da República é escandalosa a dominação masculina.
O Bloco de Esquerda, com a paridade real, é a excepção que se aplaude.
Combata a discriminação.
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2005-02-03 03:20 Carlos Freitas
Debate elucidativo para as mulheres
Media e candidatos ignoram políticas
contra violência e discriminação das mulheres
Durante hora e meia os dois principais candidatos a primeiro-ministro para os próximos 4 anos explicaram as suas principais políticas. Preparararam-se durante dias e não se esqueceram de nehuma das mensagens que considerararam importantes transmitir aos eleitores e eleitoras.
Entre os entrevistadores, só um era mulher. Prepararam também com todo o cuidado as perguntas a que submeteram os debatentes, visando que os milhões de homens e mulheres que assistiram ao debate ficassem esclarecidos sobre quem escolher.
Nenhuma pergunta foi feita pelos entrevistadores nem nenhuma informação foi transmitida pelos candidatos sobre a política e estratégia da igualdade entre homens e mulheres, sobre a a luta contra todas as formas de discriminação e de violência sobre as mulheres. Nem sobre os mecanismos nacionais para a igualdade. Nem sobre a aplicação do princípio do "gender mainstreaming" e a aplicação de orçamentos organizados sob a óptica dos géneros.
Nenhuma referência sobre o cumprimento do Plano Nacional de Acção para a Igualdade. Nem sobre a estratégia da União Europeia para a igualdade e a luta contra a discrimininação e a iiolência sobre as mulheres.
Silêncio total sobre a forma, estratégia, mecanismos, orçamentos e objectivos para cumprir uma das tarefas fundamentais que a Constituição impõe desde 1997: a implementação da igualdade entre homens e mulheres.
Silêncio absoluto sobre a igualdade de acesso das mulheres à vida política, ao poder e à tomada de decisão.
Nada sobre a "capa de medo" que o insuspeito filósofo José Gil diz cobrir as mulheres de todos os estratos da nossa sociedade.
Basta de silêncio. Há dez anos que ocorreu a Conferência Mundial sobre as Mulheres em Pequim. As mulheres não podem tolerar por mais tempo esta androcracia do masculinato lusitano.
As mulheres saberão usar a arma do voto para lutar pelos seus direitos humanos.
Combata a discriminação e a violência.
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2005-02-02 02:08 Carlos Freitas
José Gil, filósofo e ensaísta
um dos "25 grandes pensadores do mundo"
"A violência doméstica em Portugal
está a descobrir-se. Agora!"
Na interessante entrevista de Elisabete França do Diário de Notícias, o filósofo e ensaísta José Gil, autor de "Portugal Hoje - o Medo de Existir" faz afirmações que testemunham a situação da mulher, mais de um quarto de século sobre o derrube do velho Estado Novo.
Uns & Outras congratula-se com o justo reconhecimento internacional da alta craveira deste intelectual considerado pelo Nouvel Observateur, como um dos 25 maiores pensadores de todo o mundo que representam a consciência do tempo actual e são percursores do futuro. Com a devida vénia sintetiza, dois dos pensamentos do insigne filósofo. Começamos com este:
"Os 'brandos costumes' escondem hipocritamente a violência doméstica em relação às mulheres e crianças".
Quando Elisabete França pergunta a José Gil: "o medo que nos entravava no salazarismo entrava-nos, actualizado?", obtém esta resposta directa do filósofo atento ao mundo que o rodeia:
"No limite não se sente, mas indica-se a si próprio pela estereotipia dos comportamentos inibidos, a incapacidade que temos de enfrentar e dizer a verdade, as armadilhas duma superfície dita pública, onde é permitido discutir mas com delimitação invisível, cobrindo o que se diz por baixo. Por exemplo, a violência doméstica em Portugal está-se a descobrir. Agora!
Que capa de medo, privado e e atravessando todos os estratos sociais, cobriu as mulheres?"
Este é o retrato insuspeito e arrepiante da situação actual das mulheres no nosso país, tantos anos depois da Convenção Sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a Mulher e Convenção para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de o Estado Português ter sido obrigado constitucionalmente a ter entre as suas tartefas fundamentais o estabelecimento da igualdade ente homens e mulheres.
Porquê a persistência desta capa de medo a cobrir as mulheres de todos os estratos sociais?
Compete às ONGs militantes da igualdade, em particular às ONGs de mulheres, a urgente aplicação da estratégia que rasgue esta capa de medo e esta prática abusiva da violência doméstica, que ofende brutalmente os direitos humanos das mulheres.
A igualdade não cai do céu. Conquista-se.
Combata a discriminação e a violência.
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2005-01-23 19:52 Carlos Freitas
Em "marcha silenciosa", eurodeputada
espanhola insultada e agredida
Violência também atingiu
ministro da defesa espanhol
A eurodeputada Rosa Díez e o ministro Bono foram insultados e agredidos quando tomavam parte numa "marcha silenciosa" em Madrid convocada pela Associación de Víctimas de Madrid com o objectivo de pedir o cumprimento integral das penas aplicadas aos terroristas.
Uns & Outras condena toda a forma de violência, em particular sobre as mulheres.
E condena todas as ofensas ao direito de expressão e manifestação, quando levado a cabo no respeito pela lei.
Combata a violência.
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2005-01-22 18:05 Carlos Freitas
Centenário da morte
do pai do Zé Povinho
Para quando a Maria Povinha?
"A caricatura é uma arma terrível."
Mário Soares
Introdução ao livro "20 Anos de Democracia Satírica - Mário Soares Visto por Caricaturistas"
O masculinato dominante diverte-se cravando o corpo de Zé Povinho com impostos, décima e outras "carícias" fraternais. Há mais de um século, quando da imortal criação de Bordalo, o Povo aguentava sobre a sua albarda a violência da exploração e da discriminação.
Com a reprodução desta caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro, na primeira página, o Diário de Notícias prestou um excelente serviço à comunidade.
Hoje os "mais iguais" lançam sobre a albarda do Povo uma carga de mais 48% sob a forma de impostos e alcavalas, além de uma montanha de arbítrio, corrupção, extorsão, desgoverno, desemprego, insegurança e outras zagaias que lhe trespassam a cabeça, o corpo, o coração e a carteira.
Uns & Outras espera que em breve @s artistas se inspirem no Mestre para lançar sobre os políticos do masculinato o ferro em brasa da caricatura da Maria Povinha. Explorada, oprimida, discriminada, sujeita ao desemprego, à sobrecarga do trabalho doméstico, à insegurança do emprego.
Combata a exploração a violência .
Lute contra a opressão das mulheres.
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