Tuesday, February 1, 2005

José Gil, filósofo e ensaísta um dos "25 grandes ...

José Gil, filósofo e ensaísta

um dos "25 grandes pensadores do mundo"

"A violência doméstica em Portugal

está a descobrir-se. Agora!"

Na interessante entrevista de Elisabete França do Diário de Notícias, o filósofo e ensaísta José Gil, autor de "Portugal Hoje - o Medo de Existir" faz afirmações que testemunham a situação da mulher, mais de um quarto de século sobre o derrube do velho Estado Novo.

Uns & Outras congratula-se com o justo reconhecimento internacional da alta craveira deste intelectual considerado pelo Nouvel Observateur, como um dos 25 maiores pensadores de todo o mundo que representam a consciência do tempo actual e são percursores do futuro. Com a devida vénia sintetiza, dois dos pensamentos do insigne filósofo. Começamos com este:

"Os 'brandos costumes' escondem hipocritamente a violência doméstica em relação às mulheres e crianças".

Quando Elisabete França pergunta a José Gil: "o medo que nos entravava no salazarismo entrava-nos, actualizado?", obtém esta resposta directa do filósofo atento ao mundo que o rodeia:

"No limite não se sente, mas indica-se a si próprio pela estereotipia dos comportamentos inibidos, a incapacidade que temos de enfrentar e dizer a verdade, as armadilhas duma superfície dita pública, onde é permitido discutir mas com delimitação invisível, cobrindo o que se diz por baixo. Por exemplo, a violência doméstica em Portugal está-se a descobrir. Agora!

Que capa de medo, privado e e atravessando todos os estratos sociais, cobriu as mulheres?"

Este é o retrato insuspeito e arrepiante da situação actual das mulheres no nosso país, tantos anos depois da Convenção Sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a Mulher e Convenção para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de o Estado Português ter sido obrigado constitucionalmente a ter entre as suas tartefas fundamentais o estabelecimento da igualdade ente homens e mulheres.

Porquê a persistência desta capa de medo a cobrir as mulheres de todos os estratos sociais?

Compete às ONGs militantes da igualdade, em particular às ONGs de mulheres, a urgente aplicação da estratégia que rasgue esta capa de medo e esta prática abusiva da violência doméstica, que ofende brutalmente os direitos humanos das mulheres.

A igualdade não cai do céu. Conquista-se.


Combata a discriminação e a violência.

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Sunday, January 23, 2005

Em "marcha silenciosa", eurodeputada espanhola in...

Em "marcha silenciosa", eurodeputada

espanhola insultada e agredida

Violência também atingiu

ministro da defesa espanhol

A eurodeputada Rosa Díez e o ministro Bono foram insultados e agredidos quando tomavam parte numa "marcha silenciosa" em Madrid convocada pela Associación de Víctimas de Madrid com o objectivo de pedir o cumprimento integral das penas aplicadas aos terroristas.

Foto de Victor Lerena /EFE

Uns & Outras condena toda a forma de violência, em particular sobre as mulheres.

E condena todas as ofensas ao direito de expressão e manifestação, quando levado a cabo no respeito pela lei.


Combata a violência.

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Saturday, January 22, 2005

Centenário da morte do pai do Zé PovinhoPara quan...

Centenário da morte

do pai do Zé Povinho

Para quando a Maria Povinha?

"A caricatura é uma arma terrível."

Mário Soares

Introdução ao livro "20 Anos de Democracia Satírica - Mário Soares Visto por Caricaturistas"

Uma implacável caricatura de Mestre Rafael Bordalo Pinheiro

O masculinato dominante diverte-se cravando o corpo de Zé Povinho com impostos, décima e outras "carícias" fraternais. Há mais de um século, quando da imortal criação de Bordalo, o Povo aguentava sobre a sua albarda a violência da exploração e da discriminação.

Com a reprodução desta caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro, na primeira página, o Diário de Notícias prestou um excelente serviço à comunidade.

Hoje os "mais iguais" lançam sobre a albarda do Povo uma carga de mais 48% sob a forma de impostos e alcavalas, além de uma montanha de arbítrio, corrupção, extorsão, desgoverno, desemprego, insegurança e outras zagaias que lhe trespassam a cabeça, o corpo, o coração e a carteira.

Uns & Outras espera que em breve @s artistas se inspirem no Mestre para lançar sobre os políticos do masculinato o ferro em brasa da caricatura da Maria Povinha. Explorada, oprimida, discriminada, sujeita ao desemprego, à sobrecarga do trabalho doméstico, à insegurança do emprego.

Combata a exploração a violência .

Lute contra a opressão das mulheres.

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