2005-01-23  19:52  Carlos Freitas
 

Em "marcha silenciosa", eurodeputada
espanhola insultada e agredida

Violência também atingiu
ministro da defesa espanhol

A eurodeputada Rosa Díez e o ministro Bono foram insultados e agredidos quando tomavam parte numa "marcha silenciosa" em Madrid convocada pela Associación de Víctimas de Madrid com o objectivo de pedir o cumprimento integral das penas aplicadas aos terroristas.

Foto de Victor Lerena /EFE

Uns & Outras condena toda a forma de violência, em particular sobre as mulheres.
E condena todas as ofensas ao direito de expressão e manifestação, quando levado a cabo no respeito pela lei.

Combata a violência.
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2005-01-22  18:05  Carlos Freitas
 

Centenário da morte
do pai do Zé Povinho

Para quando a Maria Povinha?

"A caricatura é uma arma terrível."

Mário Soares
Introdução ao livro "20 Anos de Democracia Satírica - Mário Soares Visto por Caricaturistas"

Uma implacável caricatura de Mestre Rafael Bordalo Pinheiro

O masculinato dominante diverte-se cravando o corpo de Zé Povinho com impostos, décima e outras "carícias" fraternais. Há mais de um século, quando da imortal criação de Bordalo, o Povo aguentava sobre a sua albarda a violência da exploração e da discriminação.

Com a reprodução desta caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro, na primeira página, o Diário de Notícias prestou um excelente serviço à comunidade.

Hoje os "mais iguais" lançam sobre a albarda do Povo uma carga de mais 48% sob a forma de impostos e alcavalas, além de uma montanha de arbítrio, corrupção, extorsão, desgoverno, desemprego, insegurança e outras zagaias que lhe trespassam a cabeça, o corpo, o coração e a carteira.

Uns & Outras espera que em breve @s artistas se inspirem no Mestre para lançar sobre os políticos do masculinato o ferro em brasa da caricatura da Maria Povinha. Explorada, oprimida, discriminada, sujeita ao desemprego, à sobrecarga do trabalho doméstico, à insegurança do emprego.

Combata a exploração a violência .
Lute contra a opressão das mulheres.
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2005-01-21  01:25  Carlos Freitas
 

Salários na UE
Portugal no fim da cauda

Que métodos e que metas propõem
os Partidos para acabar com a pobreza,
a discriminação e a violência?


Salários na Europa. Portugal no fim da cauda.

Estatísticas não desagregadas pelos géneros escondem sempre a discriminação das mulheres.

A CIDM- Comissão para a Igaualdade e os Direitos das Mulheres transmitiu às ONGs nela representadas os limiares de pobreza e os salários médios nos diversos países da UE.

Enquanto que o limiar de pobreza em Portugal é de 387 €, o país mais pobre a seguir a nós é a Grécia com um limiar de pobreza quase duplo do nosso 700€. Segundo a UE, é considerado pobre quem ganha até 60% do salário médio do seu país.

Com uma das Constituições mais igualitárias da Europa, em vigor há mais de 1/4 de século, e com um apoio largo de milhares de milhões de contos dos fundos da UE, Portugal é o País mais pobre.

Esperamos que a CIDM divulgue em breve a comparação desagregada por géneros, para melhor avaliarmos o grau de pobreza das mulheres em Portugal, comparado com o das suas companheiras europeias e comparado com os dos homens.

E esperamos que durante a actual campanha eleitoral o masculinato dominante da política nacional divulgue e explique as formas e metas de cada Partido, para acabar com a discriminação, a exploração e a pobreza das mulheres em Portugal. Até hoje o silêncio tem sido gritante.

Combata a discriminação e a violência.
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2005-01-20  21:26  Carlos Freitas
 

O velho novo DN (II)


Opinião, monopólio do masculinato


O Díário de Notícias (DN) é, de há muito, um jornal importante para a opinião pública. A sua prática e o seu exemplo têm peso.

Com chamada na primeira página, o DN envia uma mensagem implícita: "opinião publicada" não é assunto de mulheres. É monopólio do masculinato.

No renovado DN de Miguel Coutinho, as posições de destaque são conjugadas no masculino. Mulheres só por excepção.

Em 20 de Janeiro, no 141º ano do DN, O "Tema do dia" só tem homens. "Editorial" e "Opinião" são só de homens. Além dos 4 com chamada na 1ª página, o DN tem fotos de mais 9 homens nestas duas Secções. Mulheres, nenhuma.

Uns & Outras não acredita que Miguel Coutinho seja misógino ou discriminador das mulheres. Também não acredita que Coutinho discorde de que "a participação directa e activa de homens e mulheres na vida política constitui condição e instrumento fundamental de consolidação do sistema democrático".

Mas nos media, "o que parece é".

Comentadores da Quadratura do Círculo no DN: monopólio do masculinato

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2005-01-19  01:11  Carlos Freitas
 

O velho novo DN (I)

Opinião, monopólio do masculinato


Nova Opinião no DN (18-01-04)


Mulheres: 1 (Joana Amaral Dias)
Homens: 7 (sete)

Com novas ou velhas opiniões, o DN (Diário de Notícias) parece tentar perpetuar a dominação do masculinato na participação directa e activa de homens e mulheres na vida política.

Uns & Outras crê que Miguel Coutinho rapidamente porá o DN também ao serviço da causa da igualdade e da não discriminação de homens e mulheres no acesso ao poder, à informação e à opinião publicada.

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2005-01-16  02:15  Carlos Freitas
 

Overdose matou cem mil jovens
na Europa dos 15, entre 1990 e 2002

Morrem mais jovens por overdose
do que em acidentes rodoviários

As mulheres estão cada vez mais atentas aos riscos da toxidependência para @s seus filh@s, para os companheiros e para elas próprias. Elas sabem que a prevenção não cai do céu. É preciso lutar por ela, no campo pessoal, familiar, social e político. Com persistência, com vigilância. E com militância.

Leia e divulgue o documento "Drogas em destaque" do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência. Dele transcrevemos, com a devida vénia, os seguintes extractos:

Definição

No presente contexto, a expressão «consumo recreativo de drogas» significa o consumo de substâncias psicoactivas para fins recreativos em locais de diversão nocturna.

Panorama das questões políticas fundamentais

1. O consumo de drogas é muito mais elevado nos frequentadores de locais de diversão nocturna do que na população em geral, registando particular prevalência na juventude urbana com uma situação financeira relativamente boa e uma vida social intensa; o consumo de drogas está estreitamente associado ao consumo de álcool.

2. O consumo de drogas em locais de diversão nocturna está estreitamente associado ao estilo de vida consumista dos jovens, fenómeno que tem sido explorado pelas indústrias da música, da diversão, das bebidas alcoólicas e outras, que colocam no mercado produtos que se dirigem especificamente a esses jovens.

3. Apesar do relevo atribuído nos meios de comunicação social às mortes causadas pelo ecstasy, o principal problema em termos de saúde pública é a possibilidade de distúrbios a longo prazo causados pelo consumo habitual ou excessivo de estimulantes do tipo das anfetaminas como a MDMA.

4. As respostas orientadas para as pessoas que se expõem a riscos nos locais de diversão nocturna devem basear-se numa análise da forma mais adequada de gerir os riscos inerentes ao consumo recreativo de drogas e feita através da divulgação de informação, nomeadamente no que se refere aos possíveis riscos a longo prazo.

5. Foi reconhecida a importância de definir regras simples e básicas que regulem a organização de festas de dança, como método mais eficaz de prevenção dos danos imediatos.

6. As acções a nível da UE no domínio da prevenção do consumo recreativo de drogas está a intensificar-se e o OEDT está a colaborar com os Estados-Membros na recolha de informação sobre a magnitude do problema e as respostas a dar-lhe.

«O consumo recreativo de drogas, nomeadamente de drogas sintéticas, é cada vez mais frequente. Saliente-se que os seus consumidores não são maioritariamente pessoas marginalizadas ou de meios sociais desfavorecidos, mas sim jovens estudantes ou jovens que exercem uma actividade profissional e que apresentam uma situação financeira relativamente estável. Estas tendências parecem ter-se afirmado rapidamente em toda a UE».

Mike Trace, Presidente do CA do OEDT.


Veja e divulgue também o site oficial do Instituto da Droga e Toxicodependência.

Difunda esta informação e esteja atent@.
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2005-01-15  19:51  Carlos Freitas
 

Do passo de Armstrong na Lua
ao espantoso salto a Saturno

Uns & Outras saúda
os homens e as mulheres
que ao longo dos milénios tornaram
possível este sucesso da Humanidade

A aterragem da Huygens em Titã, a maior lua de Saturno é uma façanha histórica da Humanidade, baseada nos conhecimentos técnicos, científicos e culturais acumulados e transmitidos ao longo de milénios graças aos contributos de homens e mulheres.

Veja também a foto com infravermelhos dos aneis de Saturno no site da BBC que abaixo reproduzimos.

Foto a infravermelhos dos aneis de Saturno

Repare que o tempo de preparação da missão levou de 22 anos e o custo total da missão conjunta das sondas Cassini (da NASA) e Huygens (da ESA) ascendeu a 2 700 milhões de euros (Público de 15-01-04). Ou seja, qualquer coisa da ordem do exceso de deficit do Governo Português no ano passado.

Note que durante esses 22 anos, hove em Portugal uma caterva de Governos.

A viagem conjunta das duas sondas durou cerca de 7 anos, tempo que levaram a percorrer os 4000 milhões de kilómetros da Terra a Saturno.

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2005-01-14  21:05  Carlos Freitas
 

Dos direitos humanos
aos direitos das mulheres

Jorge Sampaio considera que é
um longo processo civilizacional

O respeito pelos direitos humanos é um "longo processo civilizacional" em que não vale a pena entrar "com o cotovelo e à canelada".

Jorge Sampaio
na sua visita à China



Assim percebemos melhor por que já passaram 10 anos sobre a Conferência Mundial de Pequim e 7 anos sobre a inclusão na nossa Constituição da promoção da igualdade entre homens e mulheres como uma das tarefas fundamentais do Estado Portugês - e a sociedade portuguesa continua a divergir das outras sociedades mais paritárias.

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2005-01-08  03:14  Carlos Freitas
 

Uma perspectiva para 2005

Defenda-se dos riscos,
aproveite as oportunidades.

Portugal vai ser dominado em 2005 por campanhas eleitorais e idas às urnas.
Este será, aliás, o principal problema económico do país.

António Costa
Diário Económico



Use o seu voto contra a discriminação.
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2005-01-07  02:10  Carlos Freitas
 

Catástrofe nas estradas:
mulheres podem ajudar a prevenir

Mortos, estropiados e feridos
Luto, dor, sofrimento
Viuvez, orfandade
Empobrecimento, incriminação

Alguns media têm dado grande apoio à prevenção da sinistralidade/criminalidade nas estradas e ruas de Portugal. Há imagens que têm o peso de mil palavras, quanto a dissuasão e prevenção. Veja a foto abaixo.

O acidente surge de repente
Foto de Luis Carregã, no Diário de Notícias.

De 1992 a 2003, o número anual de acidentes que originaram vítimas (mortos ou feridos) variou entre 51 000 e 42 000, ou seja entre as médias de 140 e 115 acidentes por dia. Esta hecatombe representa entre 6 e 5 acidentes com vítimas, por hora.
Neste mesmo período, o número de vítimas mortais diminuiu de 2400 para 1300 mortos, por ano.

Para mais informação e acção preventiva, explore e divulgue os seguintes sites:

Guerra dos Sexos nas estradasAuto Motor
Guerra civil nas estradasVisão OnlineCrimes ao volante
Observatório da Segurança RodoviáriaDGV

Combata esta violência brutal.
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2005-01-06  01:34  Carlos Freitas
 

Mulher-objecto

Freeport de Alcochete
usa corpo de muher
como engodo de venda

O novo Freeport usa o velho cliché da mulher-objecto.
Mostra-me o que fazes, dir-te-ei quem és.

Mulher-objecto
Parte do cartaz de publicidade no Público

Porque não exibe a Administração o corpo do homem para promover as vendas?

Se quizer manifestar o seu louvor ou a sua crítica a esta prática, contacte a Administração.

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2005-01-05  23:09  Carlos Freitas
 

Estratégia das mulheres juristas

Pedem listas eleitorais
com equilíbrio homens/mulheres
e cumprimento da Constituição

A APMJ - Associação Portuguesa de Mulheres Juristas exerceu pressão organizada e fundamentada sobre os Partidos políticos, quando foi conhecida a data das próximas eleições.

Em carta enviada aos líderes dos 6 Partidos com assento na Assembleia da República, a APMJ pede-lhes que elaborem listas eleitorais com representação equilibrada entre homens e mulheres.

E dirigiu outra carta ao Presidente da República (PR) pedindo-lhe que use a magistratura de inflência junto dos Partidos, para que estes materializem o pedido que a APMJ lhes endereçou, invocando que cabe ao PR o papel de garante do cumprimento da Constituição, cujo artº 109º consagra o princípio da não discriminação em função do sexo no acesso aos cargos políticos.

A APMJ invoca que a maior participação das mulheres na vida política é esencial quer para a edificação da democracia quer para a credibilização dos órgãos de soberania. E considera que não é admissível continuarem os Partidos a ignorar e a desperdiçar as aptidões e conhecimentos das mulheres.

Uns & Outras felicita a APMJ pela estratégia e oportunidade da sua intervenção. Pena é que a meia centena de outras ONGs militantes pela igualdade/paridade, incluindo os Movimentos de Mulheres dos vários Partidos, não reforcem com maior peso esta acção importante da APMJ na defesa dos direitos humanos das mulheres e na luta contra todas as formas da sua discriminação.

A avaliar pelo post abaixo, os destinatários da acção fizeram ouvidos moucos aos pedidos e argumentos da APMJ. Até quando? Qual a estratégia de reacção a esta ofensa aos direitos humanos das mulheres? Calar é consentir.

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Coimbra: primeira lista PS
com paridade nos primeiros lugares

"Excesso de mulheres",
diz o masculinato

Três homens e trê mulheres oupam os seis primeiros lugares na lista do PS para Coimbra, liderada por Matilde Sousa Franco, viúva do malogrado Prof. Sousa Franco vítima de ataque cardíaco, no conflito entre grupos socialistas na lota de Matozinhos, quando das eleições para o Parlamento Europeu.

Mas a lista foi aprovada com grande contestação do masculinato, por "excesso de mulheres".

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Líder das Mulheres do PS
riscada da lista do seu distrito

Estranha forma de igualdade,
no Partido da fraternidade

Sónia Fertuzinhos é a actual líder do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas. A concelhia da sua terra de naturalidade (Guimarães) optou por fazer riscá-la da lista do respectivo distrito (Braga), para dar lugar ao ex-assessor de imprensa de Guterres, Miguel Laranjeiro. Em nome da quota abusivamente discriminatória das mulheres, em vigor no PS.

Sónia Fertuzinhas entrará certamente noutro círculo eleitoral em lugar exigível. Mas no seu distrito, entrou para lugar potencialmente exigível a filha do Presidente da Câmara, Catarina Mesquita Machado.

Este tratamento da própria líder do Departamento Nacional das Mulheres no PS é um mau prenúncio da forma com que o PS se prepara para (não) estabelecer a paridade entre homens e mulheres entre os seus militantes e muito menos na sociedade portuguesa, quando está decorrida uma década sobre a Conferência de Pequim (Beijing).

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2005-01-03  01:10  Carlos Freitas
 

Legislativas, reinado do masculinato

A democracia dos "mais iguais"
segundo os 4 Partidos

Cabeças de Lista nos principais distritos (fotos do Diário de Notícias), para as próximas eleições legislativas.

Os 4 principais Partidos mandam às urtigas o princípio constitucional (artº 109) que estabelece:

A participação directa e activa de homens e mulheres na vida política constitui condição e instrumento fundamental de consolidação do sistema democrático, devendo a lei promover a igualdade no exercício dos direitos cívicos e políticos e a não discriminação em função do sexo no acesso a cargos políticos.
Viana
Braga
Porto
Aveiro
Coimbra
Lisboa
C. Branco
Setúbal
Faro

O masculinato político lusitano insiste em monopolizar o acesso aos lugares de topo no poder e na política. Até quando?

Com tais práticas e exemplos dos Partidos, como podem eles levar o Estado a cumprir uma das tarefas fundamentais que a Constituição lhe impõe, desde 1997: estabelecer a igualdade entre homens e mulheres?

Que estratégia de voto devem as mulheres adoptar, perante esta abusiva desigualdade praticada pelos principais Partidos?

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2005-01-02  03:43  Carlos Freitas
 

O bastonato só para homens (IV)


Ordem dos Economistas


O novo Bastonário eleito recentemente, Murteira Nabo, sucederá a António Simões Lopes.

A função do Bastonário da Ordem dos Economistas tem necessariamente uma marca eminentemente política. Segundo o artº 109º da Constituição, deve a lei promover a igualdade no exercício dos direitos cívicos e políticos e a não discriminação em função do sexo no acesso a cargos políticos. Claro que, em teoria, qualquer mulher economista poderia ter apresentado a candidatura. Mas o que é certo é que entre os membros da Ordem nenhuma mulher sentiu ter condições para uma candidatura vitoriosa.

Uns & Outras, sem deixar de reconhecer as altas qualidades do Bastonário eleito, tem esperança de em breve ver ser eleita uma mulher como Bastonária da Ordem dos Economistas.

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Bastonato só para homens (III)

Ordem dos Médicos

Os candidatos a Bastonário da Ordem dos Médicos, nas recentes eleições, foram exclusivamente homens: Pedro Nunes, José Miguel Boquinhas e João Rodrigues Pena. O vencedor substitui outro homem no bastonato da Ordem, Germano de Sousa.

A função do Bastonário da Ordem dos Médicos tem necessariamente uma marca eminentemente política. Segundo o artº 109º da Constituição, deve a lei promover a igualdade no exercício dos direitos cívicos e políticos e a não discriminação em função do sexo no acesso a cargos políticos. Claro que, em teoria, qualquer médica poderia ter apresentado a candidatura. Mas o que é certo é que entre os milhares de membros da Ordem nenhuma mulher sentiu ter condições para uma candidatura vitoriosa.

Segundo o Diário de Notícias, dos 38 mil inscritos na Ordem dos Médicos, 17 348 são mulheres e a percentagem vai acentuar-se nos próximos anos. São já o grosso dos profissionais abaixo dos 45 anos e, na faculdade de medicina, atingem 80 por cento do total de alunos. Mas se advogados e arquitectos já tiveram um rosto feminino à frente das suas organizações profissionais, na medicina os homens fazem o pleno, com 12 bastonários. O cargo ainda não se «conjugou» no feminino.

Uns & Outras, sem deixar de reconhecer as altas qualidades do Bastonário eleito, tem esperança de em breve ver ser eleita uma mulher como Bastonária da Ordem dos Médicos.

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Bastonato só para homens (II)

Ordem dos Engenheiros

Os candidatos a Bastonário da Ordem dos Engenheiros, nas eleições do início de 2004, foram exclusivamente homens: Fernando Santo e Luis de Sousa Lobo. O vencedor substitui outro homem no bastonato da Ordem, Sousa Soares, o qual substituiu outro homem, Maranha das Neves.

A função do Bastonário da Ordem dos Engenheiros tem necessariamente uma marca eminentemente política. Segundo o artº 109º da Constituição, deve a lei promover a igualdade no exercício dos direitos cívicos e políticos e a não discriminação em função do sexo no acesso a cargos políticos. Claro que, em teoria, qualquer engenheira poderia ter apresentado a candidatura. Mas o que é certo é que entre os largos milhares de membros da Ordem nenhuma mulher sentiu ter condições para uma candidatura vitoriosa.

Uns & Outras, embora reconheça as altas qualidades do actual Bastonário, tem esperança de ver em breve o fim do monopólio masculino do bastonato da Ordem.

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Bastonato só para homens (I)

Ordem dos Advogados

Os candidatos a Bastonário da Ordem de Advogados, nas recentes eleições, foram exclusivamente homens: António Marinho, 54 anos; João Correia, 59 anos e Rogério Alves, 43 anos.

O vencedor substitui outro homem no bastonato da Ordem, Miguel Júdice, o qual substituiu outro homem, Pires de Lima.

A função do Bastonário da Ordem dos Advogados tem uma marca eminentemente política. Segundo o artº 109º da Constituição, deve a lei promover a igualdade no exercício dos direitos cívicos e políticos e a não discriminação em função do sexo no acesso a cargos políticos. Claro que, em teoria, qualquer advogada poderia ter apresentado a candidatura. Mas o que é certo é que entre os largos milhares de membros da Ordem nenhuma mulher sentiu ter condições para uma candidatura vitoriosa.

Uns & Outras, embora reconheça altas qualidades no actual Bastonário, tem esperança de que a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas consiga pôr em breve fim ao monopólio masculino do bastonato da Ordem.

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